Paulo Eduardo Martins: Qual é o próximo passo do PT?
Olavo de Carvalho: Veja, isso já está nos planos do PT há trinta anos... Haveria dois mandatos de transição, os quais foram os dois do Lula, e nos quais o Lula iria "jogar em dois campos" ao mesmo tempo [pensamento dialético]. Ou seja, o Lula é aquele
prodígio que, na mesma semana, foi homenageado no Fórum Econômico de
Davos, por ter se convertido ao capitalismo, e no Foro de São Paulo, por
sua fidelidade ao comunismo. Tudo na mesma semana! Isso é uma
característica de um governo de transição: aposta-se em dois cavalos ao
mesmo tempo.
Mas quando terminasse esta fase, haveria o grande salto, que seria o começo da implantação do socialismo. O governo Dilma era para ter sido isso.
Estas
manifestações todas, que foram fomentadas e dirigidas pelo próprio
governo [por Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência],
foram feitas para que houve esse "salto", mas falharam. Falhou [o plano]
porque junto com as manifestações planejadas [pelo próprio governo],
aconteceram as manifestações espontâneas, de pessoas sem partido ou até
de pessoas conservadoras, que saíram protestando contra o próprio
governo.
Paulo Eduardo Martins: Eles [PT] perderam o controle...
Olavo de Carvalho: Eles perderam o controle da situação, então [disseram]: vamos voltar para casa. A radicalização [do PT comunista] falhou.
Paulo Eduardo Martins: Eles [PT] perderam o controle...
Olavo de Carvalho: Eles perderam o controle da situação, então [disseram]: vamos voltar para casa. A radicalização [do PT comunista] falhou.
Mas eles vão ter que dar um segundo "salto", e eu acho que eles adiaram isso para [após a] eleição [presidencial]. Será: o "controle social da mídia"; a repartição do território nacional entre as várias ONGs que são partidárias deles; e será a exclusão total da opinião oposta (oposição). Ora, essa exclusão já
é vista nos jornais, hoje em dia, devido à reação generalizada contra a
presença: do [jornalista opinativo] Reinaldo Azevedo na Folha [de São
Paulo], do Rodrigo Constantino na Veja e no Globo, do Demétrio Magnoli na Folha, e assim por diante.
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